terça-feira, 16 de novembro de 2010

A HISTÓRIA DO CAFÉ



As propriedades estimulantes do café foram descobertas por acaso. Observando o hábito alimentar das cabras na Abissínia (Etiopia), mais especificamente, a preferência por frutos selvagens de cor avermelhada, pastores e monges perceberam que os animais ficavam excitados e estimulados. Ao experimentarem os grãos, os homens sentiram as mesmas sensações.
Depois, descobriu-se que secando os grãos e os queimando em fogo brando era possível retirar de sua essência uma infusão que seria largamente consumida, a partir da África para o resto do mundo.
O grão não poderia ser outro que não o café, natural da região de Kaffa e que ainda hoje faz parte da vegetação nativa lá.
Quanto ao nome da planta há controvérsias. Diz-se que ela é assim denominada  por caudsa da região de origem. Mas há quem afirme que o termo veio da palavra "gahwa", que significa "vinho". Por este motivo, a bebida seria conhecia como "vinho da arábia" quando chegou à Europa.
No Brasil, o café foi introduzido no ano de 1717 por Franscisco Melo Palheta, um oficial do Exército português, após uma visita ao Suriname. Ao que parece, ele já teria viajado com a missão de trazer mudas da valiosa planta.
Na capital, Caiena, o militar aproximou-se e conquistou a confiança da esposa do Governador Claude D'Orvilliers, conseguindo assim obter as mudas. Ele as trouxe para o Brasil e, posteriormente, as cultivou na Província do Pará.
As terras e as condições climáticas daqui eram ideais para a lavoura cafeeira. Estados como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Paraná devem muito de seu desenvolvimento à riqueza do café, que se tornou ainda mais valorizado com a independência norte americana, em 1776.
Sem o chá inglês, os yankees passaram a comprar o café brasileiro.Em 1901 o país passou a responder por 70% de toda produção mundial, sendo hoje, o único país a produzir todas as variedades de rubiáceas (são mais de 60 espécies).
A Indústria e a Agroindústria descobriram novas receitas que agregam mais valor ao produto e diversificam o consumo do cafezinho nosso de cada dia. As opções vão de bolos, coquetéis e salgados, a balas e frapês (sorvete batido com café).

Matéria extraída da revista Guia Estrada de 2005
Reportagem realizada por José Carlos Carvalho
Secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais

MARTINS SOARES

As Maravilhas do "Pouso Alegre"

Vista aérea de Martins Soares Imagem do Google.

Antes de ser denominado Martins Soares, o distrito que deu nome origem à cidade era chamado de Pouso Alegre, nome que se justifica ao apreciarmos todas as belezas naturais, os atrativos turísticos e a cultura do município.
Como em sua formação, a cidade ainda hoje é caracteristicamente rural. No passado, suas ruas eram passagem de carros de bois, cavalos e carroças. Muita coisa se modernizou, mas as lavouras cafeeiras continuam ocupando grande parte dos 113 km² de território e a maioria dos 5.700 habitantes sobrevivem da riqueza gerada pelo café.
Esta atividade econômica formou um interior belíssimo, com pleno potencial para o Agroturismo. Além disso, as propriedades coloniais e as lavouras se localizam entre florestas de Mata Atlântica e vales e montanhas da Serra do Caparaó. As fazendas do Córrego do Espraiado, do Catulino e do Sr Alpa, com belos casarões, são alguns exemplos.
Na sede, há algumas construções históricas, como a casa da Dona Eulália, o sobrado de João Louback e a residência de Dídimo Louback. A Igreja Matriz tem mais de cem anos e é o principal monumento. Ela foi construída num terreno doado pela família pioneira de Martins Soares.
A prática de Esportes Radicais e o Ecoturismo são outras fortes características do "Pouso Alegre". Aí se destacam as localidades de Vista Alegre e Boa Vista, que além de trilhas, matas e uma bela vista do Caparaó, têm várias quedas d'água.
Trekking, vôo livre e motocross são as modalidades mais praticadas, mas a cidade também tem potencial para o off-road e trilhas motociclísticas. A rampa de parapente fica na localidade do Córrego Jordão.
Quem gosta de caminhar não pode deixar de conhecer a gruta da localidade do Espraiado, uma caverna de mais de 12 metros.

Como Chegar:
- Martins Soares fica às margens da rodovia federal BR-262, na divisa com Espírito Santo, e está a cerca de 340 km de Belo Horizonte.

Artesanato e Agroindústria:
Os artesãos martinenses produzem principalmente artigos de linha e tecido, como crochê, fuxico e bordados. O senhor Antídio é especialista em móveis de madeira e o senhor Alpa, em miniaturas de carros de bois, dois trabalhos belíssimos.
A Agroindústria local oferece muitas delícias por exemplo a rapadura melado, caldo de cana, cachaça, café, fubá e laticínios dos senhor Antídio, residente no Canadá, uma localidade da Zona Rural.

Calendário Festivo
Em maios, a comunidade de Martins Soares celebra o Mês de Maria, com vários shows e barracas de comidas típicas, e o dia de Nossa Senhora Mãe dos Homens padroeira da cidade, precisamente no dia 31 de maio. Depois tem Corpus Christi e as Festas Juninas, com quadrilhas das escolas, comunidades e do grupo da terceira idade.
Em 22 de outubro é comemorada a emancipação do município, com desfile cívico-escolar. Sem data fixa acontecem: a Festa do Motocross, na pista do Centro;  a Rua de Lazer; uma feira de negócios promovida pelo SESC, com shows e barracas.

Formação Histórica:
O Município surgiu a partir de 1894 e tem história importante.
Martins Soares começou a se constituir em 1894, quando o pioneiro José Batista dos Reis, proveniente de Juiz de Fora, compra glebas de terra do estado e se instala na região. A escritura da propriedade é datada de 09 de junho de 1895.
Anos depois, sua esposa, Conceição Eugênia de Carvalho, e seu filho, João Batista dos Reis, doaram uma área do terreno para a formação de um patrimônio e a construção de uma capela em honra a Nossa Senhora dos Homens.
Com a abertura das matas, antes ainda 1900, novas famílias se instalaram na região. O café foi o grande responsável pelo desenvolvimento econômico da localidade, a esta altura denominada de Pousa Alegre.
O distrito foi criado através de uma lei de 27 de dezembro de 1948 e recebeu o nome de (Luiz Martins Soares), renomado homem público de Minas Gerais e tio do então Governador do estado Milton Soares Campos.
A instalação do distrito ocorre em 14 de julho de 1953. Em fevereiro de 1994, foi instituída a comissão organizadora de emancipação e o plebiscito em outubro de 1995, que confirmou a vontade popular. O município foi emancipado em 21 de dezembro. As primeiras eleições aconteceram em 1996 e a posse em 1997.
O "Pouso Alegre"
A primeira denominação do povoado que deu origem a Martins Soares era "Pouso Alegre", mas, quando da criação do  distrito, o nome foi alterado para homenagear a memória de um dos vultos mais proeminentes da política mineira.
A primeira designação era bem apropriada para um lugar tão tranquilo, bonito e agradável como esta cidade mineira, fato que todo turista constata. Entretanto, há duas versões para a origem do termo  "pouso alegre" e ambas em haver com bandos de pássaros e a cantoria promovida por eles.
Conta-se que no povoado havia um rancho de tropeiros e que quando estes mercadores chegavam eram bem tratados e recebidos com alegria pelos moradores. O lugar vivia repleto de bandos de pássaros e por isso os arrieiros (espécies de guias que conduzem as bestas de carga pela estrada) passaram a chamar aquele local de "pouso alegre".  
Outra versão relata que perto do rancho havia uma família que dava pensão aos passantes. Os viajantes teriam chamado o local de "pouso alegre" devido as revoadas de pássaros e o festival de cantos. 

Os atrativos naturais:
Martins Soares é um grande reduto do turismo ecológico.
Pedra Dourada

O território  de Martins Soares tem tudo o que pode agradar os praticantes de Esportes Radicais e adeptos do Ecoturismo. A cidade é repleta de matas, montanhas, cachoeiras e até cavernas. E o melhor é que há muitas trilhas para poder curtir estas belezas.
Os grandes redutos do Turismo Ecológico e do trekking são, principalmente, as localidades de Vista Alegre, na divisa com Espírito Santo, e a Boa Vista, as duas situadas a poucos quilômetros do centro.
A comunidade de Vista Alegre possui várias quedas d'água, florestas e fica imediatamente a norte da cordilheira do Caparaó, tendo uma visão deslumbrante da serra. Suas trilhas são as mais frequentadas pelos atletas de Aventura.
Nas matas de Martins Soares, os visitantes podem admirar centenas de espécies da Flora e Fauna da Mata Atlântica, destacando-se os pequenos saguis, também conhecidos como micos.
Na localidade do Espraiado, encontra-se uma formação natural interessante. É a gruta da propriedade de Cecílio Januário. A abertura da caverna fica no alto de um pasto. A cavidade tem aproximadamente 12 metros e dentro há uma mina d'água.
A natureza e a geografia do município também são altamente favoráveis para o vôo libre, e off-road e as trilhas motociclísticas. Os atletas do parapente já consagraram o Córrego do Jordão a 8 km do centro como zona de salto.
Outro esporte comum em Martins Soares é o motocross. O point é o Tancho Clube, um balneário estabelecido na sede. Sua pista é permanentemente utilizada pelos pilotos e eventualmente sedia algum campeonato do esporte.
Igreja Matriz é centenária

Embora sua moderna fachada e sólida estrutura possam sugerir o contrário, a Igreja Matriz Nossa Senhora dos Homens é o monumento de maior importância histórica para o município de Martins Soares, tendo mais de um século de existência.
A construção do templo está ligada à família do pioneiro da cidade, José Batista dos Reis, que se instalou na região em 1894. Sua esposa, Conceição Eugênia de Carvalho, e seu filho, João Batista dos Reis, doaram o terreno onde a igreja foi erguida e onde formou-se o povoado que origem ao município.
Ao longo dos anos, a capela sofreu várias reformas, sendo ampliada numa ocasião. Mesmo não apresentando muitos traços de sua arquitetura original, a pequena igreja ainda é motivo de orgulho para os cidadãos martinenses.
Em 31 de maio, a população comemora o dia de Nossa Senhora Mãe dos Homens, com festa e celebrações na matriz.


A Arquitetura Martinense.
Algumas casas na área urbana e fazendas coloniais distribuídas na zona rural
evocam a história arquitetônica do Caparaó Mineiro.
Mesmo tendo alcançado um crescimento econômico que o fez tornar-se  município, Martins Soares nunca sofreu uma explosão demográfica e habitacional. Ainda assim, sua sede possui poucos prédios antigos. A maioria dos imóveis  são novos e tem arquitetura moderna.
A casa da Dona Eulália, que sofreu alterações, o sobrado de João Louback, que tem a estrutra reforçada, e a casa de Dídimo Louback são algumas residências que ainda mantém as características arquitetônicas coloniais.
Historicamente, a maior parte dos habitantes da cidade mora no interior, por isso, é na área rural que localiza-se grande parte das contrações típicas. As propriedades de maior destaque são as fazendas do Córrego do Espraiado (6 Km centro), do Catulino, na localidade de Palmeiras (11 km) e a Fazenda do Senhor Alpa, na Vila Emerich (2 Km).

O Café nos Caminhos do Interior:
Como um dos municípios pioneiros na plantação de café na refião, Martins Soares está despertando para o turismo agrário.
E se tratando de Turismo Rural, o Município de Martins Soares ainda não possui estruturação (hospedagem e alimentação), nem roteiros estabelecidos, mas tem um interior riquíssimo, com imenso potencial para o Agroturismo.
O atrativo é o ambiente rústico, com propriedades rurais típicas e lavouras de café intermeadas por florestas, vales e montanhas. O café proporcionou o crescimento econômico da cidade e até hoje é o principal gerador de riqueza.
Pra onde quer que se olhe, nas margens da BR 262 ou das estradas vicinais, o que se vê são cafezais, milhares, milhões de pés de café espalhados pelos 113 Km² de território. A vida em Martins Soares gira em torno do cultivo da planta e assim que se definir a forma de exploração desse filão turístico, o município pode se firmar como um dos principais roteiros agrários da região do Caparaó.
Quando o município foi colonizado, a partir de 1894, o café já era um dos principais procutos agrícolas do país. Mas a história desta planta começa quatro séculos anates, numa região da Etiópia, África.

OBS.:  Matéria extraída da revista Guia Estrada de 2005
Reportagem realizada por José Carlos Carvalho
Secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais















































sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Festa do Cafeicultor em Faria Lemos

DO DIA 08 A 12 DE SETEMBRO 2010 -VÁ CONFERIR...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Festa do Cafeicultor




Venha Participar da Festa do Cafeicultor em Caparaó.
26 a 29 de Agosto de 2010







sexta-feira, 6 de março de 2009

Voo de Parapente em Caparaó



VOO PARAPENTE EM CAPARAO, 1º VOO DE TESTE COM CARRINHO

Manhumirim

As maravilhas do Manhumirim encanta pelo seu incrível potencial.

Na rota norte do Pico da Bandeira, encontra-se um dos mais belos e agradáveis municípios do Caparaó Mineiro. Manhumirim, cujo significado é "Rio Pequeno". A cidade surgiu às margens da Estrada Real Dom João VI e é um pólo do Agroturismo, dos Esportes Radicais e do Turismo Histórico-cultural.


Seus 295 quilômetros quadrados de território abrigam 25 mil habitantes e milhares de hectares de florestas, onde sobrevivem centenas de espécies da Fauna e Flora de Mata Atlântica. A principal reserva ambiental é o Parque Municipal Sagüi da Serra do Ouro (1550 m).

Outro grande atrativo natural é o Balneário do Rio Claro, localizado na divisa com o Espírito Santo. O lugar tem dezenas de piscinas e poços naturais e várias quedas de água cristalina.

O forte no Agroturismo são as espetaculares fazendas históricas, mais de 30 ao todo, e seus belos casarões coloniais. A Fazenda Quartel ainda conserva os imóveis do posto de controle policial onde surgiu Manhumirim e parte da Estrada Real construída a mando do rei Dom João VI.

Fazem parte do acervo arquitetônico a Igreja Matriz Paróquia de Bom Jesus de Manhumirim, o Colégio Pio XI e o Seminário Apostólico Romano, anexos à matriz, e o Colégio Santa Terezinha.

Os principais eventos do calendário são o Festival de Inverno de Manhumirim, o Festival teatral "Cenas Mínimas", o Carnaval e o Jubileu de Bom Jesus.

Como Chegar
A cidade está a 311 km de Belo Horizonte e é cortada pelas rodovias federais BR- 116 e BR-262.

Foto Histórica


Nas Trilhas do Parque do Sagüi.
Manhumirim possui um dos mais belos parques municipais de Minas Gerais.

O Parque Ec
ológico Municipal Sagüi da Serra é uma das maravilhas de Manhumirim. Com 375 hectares de área, e é o maior em sua categoria de manejo do Estado e Minas Gerais.

Criado em 5 de junho (Dia Mundial do Meio Ambiente) de 1999, o atrativo está próximo de completar sis anos. Neste período, milhares de visitantes puderam ver de perto muitas das belezas existentes na Mata Atlântica.

Toda essa riqueza natural é protegida pela ONG Força Verde e Prefeitura Municipal de Manhumirim, com o apoio do Ibama, Parque Nacional do Caparaó, Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Polícia Florestal de Minas.

O parque oferece excelente estrutura, tendo camping, sanitários, trilhas ecológicas, mirantes, vias de rapel e rampa de parapente, ainda pouco utilizada. Logo na entrada há um paredão utilizado para rapel. São 50 metros de descida com trechos em negativa. Uma via de retorno permite repetir várias vezes a brincadeira radical.

A reserva é cortada pelo córrego da Caatinga. Numa altitude de 1.150 metros, encontra-se a Barragem, que é o primeiro ponto de captação de água da cidade e está em uso desde 1934. Com uma caminhada de aproximadamente 30 minutos, chega-se a um primeiro Mirante.

A trilha principal ao Mirante do Ouro ou ao Bambuí. Na bambuzal começa a caminhada mais radical, em direção à Serra do Ouro, que, com 1.550 m, é o ponto mais alto de Manhumirim.

A subida da serra demora cerca de três horas, porém com direito a muitas paradas para observar as belezas. A caminhada termina num campo rupestre repleto de orquídeas e bromélias.

A VIDA NO PA
RQUE

O Parque Municipal é reduto de um animal belíssimo: O sagüi da serra. Segundo biólogos, trata-se de uma das espécies mais ameaçadas do mundo, pois, embora seja endêmica na região de Manhumirim, ela só ocorre em grade número ali.


Outros primatas habitam as matas do parque, como o raríssimo muriqui ou mono-carvoeiro, maior macaco das Américas, o sauá ou guigó e o macaco prego do peito amarelo.

A Fauna terrestre inclui ainda preguiça, suçuarana ou onça parda, goto mourisco, jaguatirica, paca, tamanduá-mirim e capeto (porco do mato). Entre as aves encontra-se tucano de bico verde, araçari banana, curucuá de barriga amarela, arapaça de bico curvo e pica pau gigante de cabeça vermelha.

A Fauna do parque apresenta preciosidades da Mata Atlântica, como jequitibá, jacarandá, cedro, murici e peroba.

Como chegar ao Parque:
O parque
está localizado a 7 km do centro da cidade, na localidade de Córrego da Ventania. O acesso é próximo à rodoviária de Manhumirim. O telefone é (33) 9951-6614.

AGENDA FESTIVA:

Festivais, como o de Inverno e o de Cenas Mínimas, além de comemorações tradicionais e eventos culturais, incrementam o calendário.

Os eventos culturais cívicos e religiosos de Manhumirim costumam atrair milhares de pessoas. Como grande incentivador da Cultura, o município apóia a realização do Festival de Inverno, evento anual sem data fixa, e do Festival de Cenas Mínimas, também sem data programada. O primeiro privilegia música, dança e poesia.

O Festival de Cenas Mínimas é uma mostra competitiva de Teatro Amador que envolve todas as escolas do município. Em quatro dias, podem ser apresentadas até 45 peças, que são escritas pelos próprios estudantes. Cada grupo tem 2 minutos para arrumar o palco e 3 minutos para apresentar o espetáculo. O tempo reduzido estimula a criatividades e qualidade dos textos.

Comemorações tradicionais são os desfiles cívicos em homenagem ao aniversário de emancipação da cidade (16 de março) e à Independência do Brasil (7 de setembro). Em 2009, a cidade faz 85 anos.

Também são tradicionais o Carnaval, que tem Boi Pintadinho e Mulinha, manifestações folclóricas como o Catereté e o Calango, rodas de sanfona e viola e festas juninas e julinas. Há alguns anos acontece o encontrão de quadrilhas, com grupos de escolas, comunidades, associações de moradores e outras entidades de Manhumirim.


Para os fiéis católicos festa imperdível é o Jubileu de Bom Jesus, uma homenagem ao padroeiro da cidade, que sempre ocorre entre 7 e 14 de setembro, no pátio da Paróquia de Bom Jesus de Manhumirim, no Centro.

É uma das comemorações mais tradicionais na região, com shows e celebrações religiosas que reúnem multidões. Muitas comitivas demonstram sua fé indo à pé para a Igreja Matriz. Paralelo ao Jubileu, no campo de futebol utilizado pelos padres desde 1920, acontece a Expo Mirim. Corpus Christi, no início de junho, também atrai muitos fiéis. As ruas de Manhumirim são enfeitadas com os tapetes ornamentados.

A CASA DA CULTURA:

A classe artística de Manhumirim está sempre em plena atividade, assim como a Casa de Cultura do Município. A entidade promove muitos eventos e são constantes as apresentações de Arte e do artesanato local.

A instituição foi criada em 1987 e tem por objetivo promover o resgate histórico-cultural da cidade, apoiar, coordenar e promover eventos, por exemplo o Festival de Inverno e o Festival de Cenas Mínimas, além de fazer intercâmbio com outras entidades, culturais. A casa também é sede do Conselho Municipal de Cultura.

Grande parte do
s artistas locais está associados à entidade. Somente o núcleo de artesãos tem mais de 30 pessoas. Os artigos são principalmente bordados, quadros, pintura em tecido e objetos de arame e palha.

A Casa da Cultura está funcionando na Rua Caetano Hora, número 38. O funcionamento é de 14 às 22 horas.

ESTRADA REAL DEU ORIGEM À CIDADE.

Após a vinda da família real para o Brasil, em 1808, o rei Dom João VI ordenou que fosse construída uma extra ligando Vila Rica (Ouro Preto-MG) ao porto de Vitória-ES. O objetivo era economizar tempo e diminuir os riscos no transporte do ouro, diamante e outras riquezas minerais.

O Caminho Novo, estrada que ligava as lavras ao Rio de Janeiro era muito visado por ladrões e contrabandista e a viagem era longa, podendo demorar até 18 dias. Para dar segurança ao percurso, foram construídos vários postos de controle policial chamados de quartéis. Manhumirim surgiu em torno de um deles. Os postos garantiam estadia tranqüila para tropeiros e viajantes.

Conseqüentemente, o quartel de Manhumirim tornou-se entreposto comercial e muitas pessoas se estabeleceram ali com objetivos mercantis. Assim surgiu o pequeno povoado denominado Arrai
al do Senhor Bom Jesus de Pirapitinga (salto do peixe brando) nome dado pelos índios.

Por falta de interesse no percurso, a via sofreu com a falta de manutenção e a Estrada Real Dom João VI acabou abandonada. Hoje, o quartel de Manhumirim é a sede da Fazenda Quartel, onde ainda há vestígios da estrada, toda calçada com pedra de mão.

A partir de 1820, chega à região pessoas interessadas nas plantas medicinais da Mata Atlântica, especialmente a posia ou ipacacuanha. Mineiros desiludidos com o esgotamento das lavras da região aurífera e imigrantes alemães oriundos de Nova Friburgo-RJ foram atraídos pela fertilidade do solo.

A esta altura, o progresso da localidade provinha do café. A estrada de ferro, inaugurada em 1914, diminuiu o frete e aumentou os lucros. A riqueza gerada atraia novos imigrantes, empresários e aventureiros. Surgiam assim novos prédios, lojas e residências.

O município foi criado em 7 de setembro de 1923, mas ele só seria instalado oficialmente em 16 de março do ano seguinte. Em Tupi Guarani, Manhumirim significa "Rio Pequeno".

TRADIÇÃO E HISTÓRIA PELO INTERIOR.
Percorrer distritos e localidades rurais é descobrir antigas
tradições locais.

O interior de Man
humirim oferece uma grande quantidade de atrações do Agroturismo, Esportes de Aventura e Ecoturismo. Dentre as agradáveis opções, a cultura rural e as fazendas históricas com seus casarões coloniais são o que realmente emocionam o visitante.

Uma curva, e pode-se ser surpreendido por uma casa de sapê bem conservada, mesmo após os cem anos de existência. A única alteração no imóvel, localizado no Córrego da Caatinga, foi a instalação de rede elétrica.

Hoje, a casa não é habitada, servindo apenas de depósito. Dona Marlinda Teles do Nascimento conta que a construção foi obra do bisavô do marido e que a família pretende manter tudo como está.


Menos de um quilômetro à frente, outra preciosidade: um paiol de sapê construído em 1935 por Melquíades Knupp, um descendente de imigrantes alemães. Na casa anexa, dezenas de blocos de rapadura são conservados sobre o fogão à lenha.

"Assim elas n
ão azedam e podem ser guardadas por mais de um ano", conta dona Ilda Knup, filha de Melquíades. Ela e dona Marlinda dominam o conhecimento sobre a produção de deliciosos doces artesanais.

Em residências do Interior de Manhumirim, e até na sede, é muito comum deparar-se com ferraduras dependuradas nas portas das residências. Dizem que é para afastar inveja, mau olhado, etc. Mas o acessório eq
üestre também é utilizado em simpatias para curar doenças emocionais das crianças.

Outra tradição importante, e saborosa, é a produção de doces caseiros, especialidade de dona Marlinda e dona Ilda. Muitos doces são feitos com rapadura, como o de mamão, de abóbora e o delicioso pé-de-moleque.

Doce de Mamão:
1 kg de mamão verde ralado ou fatiado em lâminas finas e 1 Kg de melado de cana ou rapadura derretida.


Outras iguarias é a farinha de amendoim, espécie de paçoca com amendoim, açúcar mascavo e fubá torrado. Na roça também é comum encontrar o café com rapadura.

Muitas
propriedades estão intensificando as atividades do Agroturismo e Agronegócio. O destaque são os pesque-pague, queijos e doces artesanais e as novas experiências com o café orgânico e produtos derivados, como licor, bala e bolo de café.

AS FAZENDAS HISTÓRICAS:


No interior da cidade, desbravando seus caminhos, ainda permanecem de pé muitas lembranças do Ciclo
do Café e do Escravagismo. Mas de 30 propriedades rurais típicas, com características coloniais e casarões centenários, ainda se mantém preservadas.

A mais importante dela
s é a fazenda Quartel, marco do surgimento da cidade. Ali havia um posto da Estrada Real Dom João VI, onde iniciou-se o povoado que deu origem ao município.

Os visitantes viajam pela História ao ver os imóveis do quartel e

parte da Estrada Real, toda feita de pedra de mão.

A propriedade mais antiga é a Fazenda Boa Sorte, com mais de 200 anos da existência. Ela é anterior ao processo efetivo de povoamento e foi fundada por imigrantes da família Sanglard.

Outra propriedade interessante é a Fazenda do Ouro, ou Fazenda Paula Cunha. Ela surgiu em 1846, quando Manoel Francisco de Paula Cunha, um desertor da Guerra do Paraguai, se instala na região.

O TESOURO HISTÓRICO DA PARÓQUIA DE BOM JESUS.
Conjunto ar
quitetônico conta a história da fé no município.

O belíssimo conjunto arquitetônico da Paróquia de Bom Jesus de Manhumirim é um símbolo do crescimento da cidade. Seus prédios, a igreja e um seminário não estão exatamente ligados ao surgimento do município, mas ao padre Júlio Maria de Lombaerde, uma das pessoas que mais colaborou para o desenvolvimento da localidade.

A constru
ção da igreja matriz foi iniciada pelo Padre espanhol Frederico de La Barrera. Padre Júlio Maria concluiu o templo e construiu muitas outras coisas nos 16 anos em que permaneceu em Manhumirim.


A Igreja foi inaugurada em 23 de setembro de 1928 e foi a primeira da América Latina a ser erguida em concreto armado. Sua estrutura não tem tijolos, apenas blocos maciços de cimento. O estilo arquitetônico é do 3º Período Gótico.

A princípio, duas coisas chamam a atenção do visitante: a torre frontal, com 70 metros de altura, e o formato losangular do templo. A parte interna tem afrescos das paredes ao teto. São cenas que registram desde o nascimento de Cristo até a Via Crucis. Uma curiosidade é que não se vê os pés de
nenhum personagem retratado. Conta-se que o pintor tinha dificuldade para desenhá-los.

O altar, todo trabalhado, encontra-se no vértice central do templo. No vértice direito, fica o túmulo do Padre Júlio Maria. No lado oposto, um púlpito e um órgão antigo. Mais de 20 imagens de santos vindas da Europa estão espalhados pelo templo.

TRAJETÓRIA DO PADRE JÚLIO MARIA


O Padre Júlio Maria de Lombaerde nasceu em Beveren-Leie, Flanders-Bélgica, no ano de 1878, mas ele só vem para o Brasil em 1912. Sua chegada a Manhumirim ocorre em 1928, após passar pela Amazônia e Nordeste brasileiros, onde também realizou inúmeras obras, como a criação da congregação de freiras Filhas do Coração Imaculado de Maria (Coromarianas).

Após concluir a ig
reja, o religioso construiu o Seminário Apóstólico da Congregação do Sacramentinos, o colégio Pio XI, o hospital que hoje leva seu nome, um asilo e o Colégio Santa Terezinha, que tem ensino Normal e forma freiras.

Em 1941, o religioso foi naturalizado brasileiro. Em 1944, morre vítima de acidente automobilístico na Vargem Grande, localidade do município vizinho de Alto Jequitibá.

Em 1974, o corpo do Padre Júlio Maria foi exumado e seus restos mortais transferidos para uma cripta na Paróquia de Bom Jesus, uma exceção na Igreja Católica, que só permite tal honraria a bispos e outros superiores.

No Seminário Apostólico, encontra-se um pequeno museu, cujo acervo guarda objetos pessoais, pedaços da barba e at
é as roupas que o Padre usava na ocasião do acidente que o vitimou.

AVENTURA E DIVERSÃO

Manhumirim tem forte vocação para o Ecoturismo e para a prática de Esportes Radicais. Seus obstáculos naturais e paisagens deslumbrantes encantam os que gostam de desafiar os limites ou saem de casa em busca de lazer e descontração.

Quem procura sossego e maravilhas oferecidas pela natureza, encontra tudo no famoso Balneário do Rio Claro, atrativo que a cidade mineira divide com o município capixaba de Iúna.

Suas quedas de águas cristalinas, piscinas e poços naturais, dezenas deles, encontram-se a menos de 5 Km do centro. Destaque para o Poço das Antas, o preferido de moradores e turistas.

O Rio Claro nasce na Serra do Caparaó. Suas águas são das mais limpas da região e o volume impressiona o visitante. A mata ciliar que protege as margens do manancial tem algumas trilhas. O balneário também tem bar, restaurante, sauna, estacionamento e área de camping.


As matas e montanhas de Manhumirim são propícias ao Trekking, rapel, parapente, passeios à cavalo e trilha motociclística. A tradição sobre duas rodas deu origem, há mais de uma década, ao Enduro Pico da Bandeira. O evento atrai centenas de atletas mineiros capixabas e cariocas e percorre vários municípios.


Na visita a Manhum
irim é indispensável um passeio pelo maior Parque Municipal de Minas Gerais, o Sagüi da Serra (7 Km do centro). A área tem quilômetros de trilhas e vários mirantes. A trilha mais radical tem uma subida de três horas. O objetivo é conquistar a Serra do Ouro (1550m). Na entrada do Parque há uma rampa de párapente e vias de rapel.

Matéria extraída da Revista Guia Estrada de 2005
Reportagem de José Carlos Carvalho
Secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais.

Caparaó

Meu objetivo com este blog é divulgar pequenas cidades do Leste Mineiro pouco divulgadas na internet, Caparaó ou Caparaó Novo é uma das cidades que quando vamos pesquisar encontramos pouca informação. Pretendo devagarinho ir postando aqui algumas informações.

Participe enviando-me informações, fotos, casos engraçados, festas etc, sobre sua cidade, caso ela esteja no Leste Mineiro. Endereço http://caparao.blogspot.com