sexta-feira, 6 de março de 2009

Manhumirim

As maravilhas do Manhumirim encanta pelo seu incrível potencial.

Na rota norte do Pico da Bandeira, encontra-se um dos mais belos e agradáveis municípios do Caparaó Mineiro. Manhumirim, cujo significado é "Rio Pequeno". A cidade surgiu às margens da Estrada Real Dom João VI e é um pólo do Agroturismo, dos Esportes Radicais e do Turismo Histórico-cultural.


Seus 295 quilômetros quadrados de território abrigam 25 mil habitantes e milhares de hectares de florestas, onde sobrevivem centenas de espécies da Fauna e Flora de Mata Atlântica. A principal reserva ambiental é o Parque Municipal Sagüi da Serra do Ouro (1550 m).

Outro grande atrativo natural é o Balneário do Rio Claro, localizado na divisa com o Espírito Santo. O lugar tem dezenas de piscinas e poços naturais e várias quedas de água cristalina.

O forte no Agroturismo são as espetaculares fazendas históricas, mais de 30 ao todo, e seus belos casarões coloniais. A Fazenda Quartel ainda conserva os imóveis do posto de controle policial onde surgiu Manhumirim e parte da Estrada Real construída a mando do rei Dom João VI.

Fazem parte do acervo arquitetônico a Igreja Matriz Paróquia de Bom Jesus de Manhumirim, o Colégio Pio XI e o Seminário Apostólico Romano, anexos à matriz, e o Colégio Santa Terezinha.

Os principais eventos do calendário são o Festival de Inverno de Manhumirim, o Festival teatral "Cenas Mínimas", o Carnaval e o Jubileu de Bom Jesus.

Como Chegar
A cidade está a 311 km de Belo Horizonte e é cortada pelas rodovias federais BR- 116 e BR-262.

Foto Histórica


Nas Trilhas do Parque do Sagüi.
Manhumirim possui um dos mais belos parques municipais de Minas Gerais.

O Parque Ec
ológico Municipal Sagüi da Serra é uma das maravilhas de Manhumirim. Com 375 hectares de área, e é o maior em sua categoria de manejo do Estado e Minas Gerais.

Criado em 5 de junho (Dia Mundial do Meio Ambiente) de 1999, o atrativo está próximo de completar sis anos. Neste período, milhares de visitantes puderam ver de perto muitas das belezas existentes na Mata Atlântica.

Toda essa riqueza natural é protegida pela ONG Força Verde e Prefeitura Municipal de Manhumirim, com o apoio do Ibama, Parque Nacional do Caparaó, Instituto Estadual de Florestas (IEF) e Polícia Florestal de Minas.

O parque oferece excelente estrutura, tendo camping, sanitários, trilhas ecológicas, mirantes, vias de rapel e rampa de parapente, ainda pouco utilizada. Logo na entrada há um paredão utilizado para rapel. São 50 metros de descida com trechos em negativa. Uma via de retorno permite repetir várias vezes a brincadeira radical.

A reserva é cortada pelo córrego da Caatinga. Numa altitude de 1.150 metros, encontra-se a Barragem, que é o primeiro ponto de captação de água da cidade e está em uso desde 1934. Com uma caminhada de aproximadamente 30 minutos, chega-se a um primeiro Mirante.

A trilha principal ao Mirante do Ouro ou ao Bambuí. Na bambuzal começa a caminhada mais radical, em direção à Serra do Ouro, que, com 1.550 m, é o ponto mais alto de Manhumirim.

A subida da serra demora cerca de três horas, porém com direito a muitas paradas para observar as belezas. A caminhada termina num campo rupestre repleto de orquídeas e bromélias.

A VIDA NO PA
RQUE

O Parque Municipal é reduto de um animal belíssimo: O sagüi da serra. Segundo biólogos, trata-se de uma das espécies mais ameaçadas do mundo, pois, embora seja endêmica na região de Manhumirim, ela só ocorre em grade número ali.


Outros primatas habitam as matas do parque, como o raríssimo muriqui ou mono-carvoeiro, maior macaco das Américas, o sauá ou guigó e o macaco prego do peito amarelo.

A Fauna terrestre inclui ainda preguiça, suçuarana ou onça parda, goto mourisco, jaguatirica, paca, tamanduá-mirim e capeto (porco do mato). Entre as aves encontra-se tucano de bico verde, araçari banana, curucuá de barriga amarela, arapaça de bico curvo e pica pau gigante de cabeça vermelha.

A Fauna do parque apresenta preciosidades da Mata Atlântica, como jequitibá, jacarandá, cedro, murici e peroba.

Como chegar ao Parque:
O parque
está localizado a 7 km do centro da cidade, na localidade de Córrego da Ventania. O acesso é próximo à rodoviária de Manhumirim. O telefone é (33) 9951-6614.

AGENDA FESTIVA:

Festivais, como o de Inverno e o de Cenas Mínimas, além de comemorações tradicionais e eventos culturais, incrementam o calendário.

Os eventos culturais cívicos e religiosos de Manhumirim costumam atrair milhares de pessoas. Como grande incentivador da Cultura, o município apóia a realização do Festival de Inverno, evento anual sem data fixa, e do Festival de Cenas Mínimas, também sem data programada. O primeiro privilegia música, dança e poesia.

O Festival de Cenas Mínimas é uma mostra competitiva de Teatro Amador que envolve todas as escolas do município. Em quatro dias, podem ser apresentadas até 45 peças, que são escritas pelos próprios estudantes. Cada grupo tem 2 minutos para arrumar o palco e 3 minutos para apresentar o espetáculo. O tempo reduzido estimula a criatividades e qualidade dos textos.

Comemorações tradicionais são os desfiles cívicos em homenagem ao aniversário de emancipação da cidade (16 de março) e à Independência do Brasil (7 de setembro). Em 2009, a cidade faz 85 anos.

Também são tradicionais o Carnaval, que tem Boi Pintadinho e Mulinha, manifestações folclóricas como o Catereté e o Calango, rodas de sanfona e viola e festas juninas e julinas. Há alguns anos acontece o encontrão de quadrilhas, com grupos de escolas, comunidades, associações de moradores e outras entidades de Manhumirim.


Para os fiéis católicos festa imperdível é o Jubileu de Bom Jesus, uma homenagem ao padroeiro da cidade, que sempre ocorre entre 7 e 14 de setembro, no pátio da Paróquia de Bom Jesus de Manhumirim, no Centro.

É uma das comemorações mais tradicionais na região, com shows e celebrações religiosas que reúnem multidões. Muitas comitivas demonstram sua fé indo à pé para a Igreja Matriz. Paralelo ao Jubileu, no campo de futebol utilizado pelos padres desde 1920, acontece a Expo Mirim. Corpus Christi, no início de junho, também atrai muitos fiéis. As ruas de Manhumirim são enfeitadas com os tapetes ornamentados.

A CASA DA CULTURA:

A classe artística de Manhumirim está sempre em plena atividade, assim como a Casa de Cultura do Município. A entidade promove muitos eventos e são constantes as apresentações de Arte e do artesanato local.

A instituição foi criada em 1987 e tem por objetivo promover o resgate histórico-cultural da cidade, apoiar, coordenar e promover eventos, por exemplo o Festival de Inverno e o Festival de Cenas Mínimas, além de fazer intercâmbio com outras entidades, culturais. A casa também é sede do Conselho Municipal de Cultura.

Grande parte do
s artistas locais está associados à entidade. Somente o núcleo de artesãos tem mais de 30 pessoas. Os artigos são principalmente bordados, quadros, pintura em tecido e objetos de arame e palha.

A Casa da Cultura está funcionando na Rua Caetano Hora, número 38. O funcionamento é de 14 às 22 horas.

ESTRADA REAL DEU ORIGEM À CIDADE.

Após a vinda da família real para o Brasil, em 1808, o rei Dom João VI ordenou que fosse construída uma extra ligando Vila Rica (Ouro Preto-MG) ao porto de Vitória-ES. O objetivo era economizar tempo e diminuir os riscos no transporte do ouro, diamante e outras riquezas minerais.

O Caminho Novo, estrada que ligava as lavras ao Rio de Janeiro era muito visado por ladrões e contrabandista e a viagem era longa, podendo demorar até 18 dias. Para dar segurança ao percurso, foram construídos vários postos de controle policial chamados de quartéis. Manhumirim surgiu em torno de um deles. Os postos garantiam estadia tranqüila para tropeiros e viajantes.

Conseqüentemente, o quartel de Manhumirim tornou-se entreposto comercial e muitas pessoas se estabeleceram ali com objetivos mercantis. Assim surgiu o pequeno povoado denominado Arrai
al do Senhor Bom Jesus de Pirapitinga (salto do peixe brando) nome dado pelos índios.

Por falta de interesse no percurso, a via sofreu com a falta de manutenção e a Estrada Real Dom João VI acabou abandonada. Hoje, o quartel de Manhumirim é a sede da Fazenda Quartel, onde ainda há vestígios da estrada, toda calçada com pedra de mão.

A partir de 1820, chega à região pessoas interessadas nas plantas medicinais da Mata Atlântica, especialmente a posia ou ipacacuanha. Mineiros desiludidos com o esgotamento das lavras da região aurífera e imigrantes alemães oriundos de Nova Friburgo-RJ foram atraídos pela fertilidade do solo.

A esta altura, o progresso da localidade provinha do café. A estrada de ferro, inaugurada em 1914, diminuiu o frete e aumentou os lucros. A riqueza gerada atraia novos imigrantes, empresários e aventureiros. Surgiam assim novos prédios, lojas e residências.

O município foi criado em 7 de setembro de 1923, mas ele só seria instalado oficialmente em 16 de março do ano seguinte. Em Tupi Guarani, Manhumirim significa "Rio Pequeno".

TRADIÇÃO E HISTÓRIA PELO INTERIOR.
Percorrer distritos e localidades rurais é descobrir antigas
tradições locais.

O interior de Man
humirim oferece uma grande quantidade de atrações do Agroturismo, Esportes de Aventura e Ecoturismo. Dentre as agradáveis opções, a cultura rural e as fazendas históricas com seus casarões coloniais são o que realmente emocionam o visitante.

Uma curva, e pode-se ser surpreendido por uma casa de sapê bem conservada, mesmo após os cem anos de existência. A única alteração no imóvel, localizado no Córrego da Caatinga, foi a instalação de rede elétrica.

Hoje, a casa não é habitada, servindo apenas de depósito. Dona Marlinda Teles do Nascimento conta que a construção foi obra do bisavô do marido e que a família pretende manter tudo como está.


Menos de um quilômetro à frente, outra preciosidade: um paiol de sapê construído em 1935 por Melquíades Knupp, um descendente de imigrantes alemães. Na casa anexa, dezenas de blocos de rapadura são conservados sobre o fogão à lenha.

"Assim elas n
ão azedam e podem ser guardadas por mais de um ano", conta dona Ilda Knup, filha de Melquíades. Ela e dona Marlinda dominam o conhecimento sobre a produção de deliciosos doces artesanais.

Em residências do Interior de Manhumirim, e até na sede, é muito comum deparar-se com ferraduras dependuradas nas portas das residências. Dizem que é para afastar inveja, mau olhado, etc. Mas o acessório eq
üestre também é utilizado em simpatias para curar doenças emocionais das crianças.

Outra tradição importante, e saborosa, é a produção de doces caseiros, especialidade de dona Marlinda e dona Ilda. Muitos doces são feitos com rapadura, como o de mamão, de abóbora e o delicioso pé-de-moleque.

Doce de Mamão:
1 kg de mamão verde ralado ou fatiado em lâminas finas e 1 Kg de melado de cana ou rapadura derretida.


Outras iguarias é a farinha de amendoim, espécie de paçoca com amendoim, açúcar mascavo e fubá torrado. Na roça também é comum encontrar o café com rapadura.

Muitas
propriedades estão intensificando as atividades do Agroturismo e Agronegócio. O destaque são os pesque-pague, queijos e doces artesanais e as novas experiências com o café orgânico e produtos derivados, como licor, bala e bolo de café.

AS FAZENDAS HISTÓRICAS:


No interior da cidade, desbravando seus caminhos, ainda permanecem de pé muitas lembranças do Ciclo
do Café e do Escravagismo. Mas de 30 propriedades rurais típicas, com características coloniais e casarões centenários, ainda se mantém preservadas.

A mais importante dela
s é a fazenda Quartel, marco do surgimento da cidade. Ali havia um posto da Estrada Real Dom João VI, onde iniciou-se o povoado que deu origem ao município.

Os visitantes viajam pela História ao ver os imóveis do quartel e

parte da Estrada Real, toda feita de pedra de mão.

A propriedade mais antiga é a Fazenda Boa Sorte, com mais de 200 anos da existência. Ela é anterior ao processo efetivo de povoamento e foi fundada por imigrantes da família Sanglard.

Outra propriedade interessante é a Fazenda do Ouro, ou Fazenda Paula Cunha. Ela surgiu em 1846, quando Manoel Francisco de Paula Cunha, um desertor da Guerra do Paraguai, se instala na região.

O TESOURO HISTÓRICO DA PARÓQUIA DE BOM JESUS.
Conjunto ar
quitetônico conta a história da fé no município.

O belíssimo conjunto arquitetônico da Paróquia de Bom Jesus de Manhumirim é um símbolo do crescimento da cidade. Seus prédios, a igreja e um seminário não estão exatamente ligados ao surgimento do município, mas ao padre Júlio Maria de Lombaerde, uma das pessoas que mais colaborou para o desenvolvimento da localidade.

A constru
ção da igreja matriz foi iniciada pelo Padre espanhol Frederico de La Barrera. Padre Júlio Maria concluiu o templo e construiu muitas outras coisas nos 16 anos em que permaneceu em Manhumirim.


A Igreja foi inaugurada em 23 de setembro de 1928 e foi a primeira da América Latina a ser erguida em concreto armado. Sua estrutura não tem tijolos, apenas blocos maciços de cimento. O estilo arquitetônico é do 3º Período Gótico.

A princípio, duas coisas chamam a atenção do visitante: a torre frontal, com 70 metros de altura, e o formato losangular do templo. A parte interna tem afrescos das paredes ao teto. São cenas que registram desde o nascimento de Cristo até a Via Crucis. Uma curiosidade é que não se vê os pés de
nenhum personagem retratado. Conta-se que o pintor tinha dificuldade para desenhá-los.

O altar, todo trabalhado, encontra-se no vértice central do templo. No vértice direito, fica o túmulo do Padre Júlio Maria. No lado oposto, um púlpito e um órgão antigo. Mais de 20 imagens de santos vindas da Europa estão espalhados pelo templo.

TRAJETÓRIA DO PADRE JÚLIO MARIA


O Padre Júlio Maria de Lombaerde nasceu em Beveren-Leie, Flanders-Bélgica, no ano de 1878, mas ele só vem para o Brasil em 1912. Sua chegada a Manhumirim ocorre em 1928, após passar pela Amazônia e Nordeste brasileiros, onde também realizou inúmeras obras, como a criação da congregação de freiras Filhas do Coração Imaculado de Maria (Coromarianas).

Após concluir a ig
reja, o religioso construiu o Seminário Apóstólico da Congregação do Sacramentinos, o colégio Pio XI, o hospital que hoje leva seu nome, um asilo e o Colégio Santa Terezinha, que tem ensino Normal e forma freiras.

Em 1941, o religioso foi naturalizado brasileiro. Em 1944, morre vítima de acidente automobilístico na Vargem Grande, localidade do município vizinho de Alto Jequitibá.

Em 1974, o corpo do Padre Júlio Maria foi exumado e seus restos mortais transferidos para uma cripta na Paróquia de Bom Jesus, uma exceção na Igreja Católica, que só permite tal honraria a bispos e outros superiores.

No Seminário Apostólico, encontra-se um pequeno museu, cujo acervo guarda objetos pessoais, pedaços da barba e at
é as roupas que o Padre usava na ocasião do acidente que o vitimou.

AVENTURA E DIVERSÃO

Manhumirim tem forte vocação para o Ecoturismo e para a prática de Esportes Radicais. Seus obstáculos naturais e paisagens deslumbrantes encantam os que gostam de desafiar os limites ou saem de casa em busca de lazer e descontração.

Quem procura sossego e maravilhas oferecidas pela natureza, encontra tudo no famoso Balneário do Rio Claro, atrativo que a cidade mineira divide com o município capixaba de Iúna.

Suas quedas de águas cristalinas, piscinas e poços naturais, dezenas deles, encontram-se a menos de 5 Km do centro. Destaque para o Poço das Antas, o preferido de moradores e turistas.

O Rio Claro nasce na Serra do Caparaó. Suas águas são das mais limpas da região e o volume impressiona o visitante. A mata ciliar que protege as margens do manancial tem algumas trilhas. O balneário também tem bar, restaurante, sauna, estacionamento e área de camping.


As matas e montanhas de Manhumirim são propícias ao Trekking, rapel, parapente, passeios à cavalo e trilha motociclística. A tradição sobre duas rodas deu origem, há mais de uma década, ao Enduro Pico da Bandeira. O evento atrai centenas de atletas mineiros capixabas e cariocas e percorre vários municípios.


Na visita a Manhum
irim é indispensável um passeio pelo maior Parque Municipal de Minas Gerais, o Sagüi da Serra (7 Km do centro). A área tem quilômetros de trilhas e vários mirantes. A trilha mais radical tem uma subida de três horas. O objetivo é conquistar a Serra do Ouro (1550m). Na entrada do Parque há uma rampa de párapente e vias de rapel.

Matéria extraída da Revista Guia Estrada de 2005
Reportagem de José Carlos Carvalho
Secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

MANHUAÇU


Coração financeiro da região, Manhuaçu encanta pelos atrativos.

Manhuaçu é o maior e mais desenvolvido município da região do Caparaó mineiro, tendo 628 km² e cerca de 71 mil habitantes. Sua importância econômica se deve à Agricultura desenvolvida, ao Comércio expressivo, destacando-se cinco concessionárias, à indústria crescente e ao diversificado setor de Serviços.

Em termos de arrecadação, está entre as 25 maiores cidades do estado. Também possui excelente estrutura, com aeroporto, usinas hidrelétricas, rede hoteleira, e uma localização estratégica, sendo cortada por importantes rodovias federais e estaduais.

O destaque na economia local é a produção de café, que já foi certificado como o melhor do Brasil, São 1,5 milhões de sacas por ano, o que representa 70% da geração de riqueza. Por isso Manhuaçu é considerado o centro de comercialização do produto na Zona da Mata mineira, com dezenas de empresas importantes e exportadoras e marcas conhecidas nacionalmente.

Entretanto, o agitado ritmo de trabalho não incomoda os visitantes que buscam as belezas naturais do Caparaó. A cidade é uma potência no Ecoturismo. Seus principais atrativos são a Pedra Furada, as reservas Monte Alverne, Sítio Graciema e Mata do Sossego, e os balneários Recanto no Paraíso e Cachoeira Sette.

O Patrimônio Histórico também é muito rico. Além de belos casarões da sede e interior, há a Igreja Matriz de São Lourenço, o prédio da Casa de Cultura (antigo Banco Hipotecário e Agrícola de Minas), outras igrejas Católicas, os templos Batista e Presbiteriano, pontes e praças.

Na Casa de Cultura, há um maravilhoso museu sobre a História e personalidades de Manhuaçu. O Artesanato é encontrado na Casa do Artesão, situada na praça central da cidade, ou em lojas independentes.

O calendário festivo é marcado pelo Carnaval, Feira da Paz, Simpósio da Cafeicultura e o Salão de Oportunidades.

HISTÓRIA

A região de Manhuaçu era habitada por índios Tupi até a primeira década do século XIX, quando Domingos Fernandes Lana Estabeleceu com os nativos o comércio da ipecacuanha, uma erva medicinal.

Depois, o quarda-mor Luiz Nunes de Carvalho e o alferes José Rodrigues de Siqueira Bueno, vindos de Ponte Nova e Abre Campos, criaram às margens do ribeirão São Luiz as primeiras propriedades agrícolas da região.

Em 1845, Antônio Dutra de Carvalho concedeu aos índios a abertura das primeiras estradas da região, beneficiando a criação de suínos e o cultivo de café. Entre 1860 e 1874, começam a chegar colonos suíços, alemães e franceses procedentes da colônia de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, e do Vale do Canaã, em Santa Teresa, Espírito Santo.

Posseiros dispersos se instalaram no Arraial de Santa Margarida e nos povoados de São Lourenço recebe foros de cidade em 1881. O nome do Município teve origem no termo indígena mayguaçu, que significa "rio grande".

Como Chegar:
Manhuaçu é cortada pelas rodovias MG 111 e BRs 262 e 116. A cidade está a 270 km de Belo Horizonte/MG, 224 Km de Vitória/ES e 420 Km do Rio de Janeiro/RJ.


AS ROTAS DO ECOTURISMO

A cidade de Manhuaçu é dotada de várias reservas naturais com imensa beleza, todas repletas de cachoeiras, florestas e montanhas, que constituem os principais atrativos do Ecoturismo.

Estas maravilhas são protegidas pela Associação dos Amigos do Meio Ambiente (AMA), ONG fundada em 22 de maio de 1987 que tem como meta central a preservação do muriqui ou macaco mono-carvoeiro, espécie ameaçada de extinção.

Na divisa com Simonésia situa-se a Mata do Sossego, uma área reconhecida internacionalmente devido a sua biodiversidade. Ali ainda encontra-se espécies raríssimas, como a onça pintada, a jaguatirica e o mono-carvoeiro.

A 15 km da sede (rodovia MG 111, sentido Simonésia), fica a Reserva Monte Alverne, uma área
de 800 hectares de mata nativa que está sendo estruturada para o turismo e já oferece várias trilhas, camping e sanitários. Sua mata abriga 26 nascentes, cachoeiras, ribeirões, um jequitibá gigante de aproximadamente 2000 anos e cinco espécies de primata, incluindo o muriqui.

Segundo o proprietário da área. Sérgio Túlio, vice-presidente da AMA, trata-se da maior reserva particular de Minas Gerais que pertence a um só proprietário. Ele agenda visitas e providencia hotel, transporte e alimentação.

Na área da Cachoeira Sete (7,5 km do centro), uma queda de mais de 20 metros, foi construído um moderno balneário cercado por matas e lavouras de café. A área tem uma grande piscina artificial, com bicas, passarela, ponte pênsil, bar, plauground e churrasqueiras. Paga-se uma pequena taxa para utilizar a área.

AS CONSTRUÇÕES HISTÓRICAS.
Para conhecer a história da cidade basta visita seu patrimônio.

A Igreja Matriz São Lourenço, localizada no Centro, é o bem mais precioso do Patrimônio Histórico de Manhuaçu. O templo foi construído entre 1917 e 1928 e possui arquitetura em estilo gótico, com muitos detalhes.

Na fachada, destacam-se as torres, janelas, estátuas e o relógio. O altar é todo de tijolinhos. Na nave central há várias colunas, pinturas, quadros com cenas bíblicas e dezenas de imagens . São Lourenço segura uma grelha. conta-se que, durante o Império Romano, o mártir foi queimado vivo. Ainda há um belo jardim na parte externa da matriz.

Manhuaçu tem outras igrejas católicas com arquitetura típicas, como a de Santa Luzia, do Bom Pastor e da Conceição. Também chama a atenção, a arquitetura da Igreja Batista (ao lado da prefeitura) e da Igreja Presbiteriana, que completou cem anos no primeiro semestre de 2005.

Outra relíquia do Patrimônio Histórico é o prédio da Casa de Cultura, cujos postões de ferro foram feitos à mão pelo libanês Abdala Lutfala. O imóvel foi construído para sediar uma agência do Banco Hipotecário e Agrícola do Esta de Minas Gerais, mas ali já funcionou o INP`S (hoje INSS), o Serviço de Água da Prefeitura e a Delegacia de Polícia Civil.

Também são muito bonitos os casarões da Vila Julieta (1935) e a praça Cordovil Pinto Coelho, próximo à Igreja Matriz, e a Ponte Maestro Odorico com seus anjinhos barrocos.

Em 2004, foi inaugurada um estátua do Cristo Redentor para homenagear o Pe. Júlio Maria de Lombaerde, grande evangelizador da região.

A CASA DO ARTESÃO

Erguida no coração da cidade (praça Cordovil Pinto Coelho), a Casa do Artesão de Manhuaçu é um espaço exclusivo para a exposição e comercialização do Artesanato e produtos da Agroindústria local.

A entidade reúne o trabalho de aproximadamente 80 profissionais. As peças são confeccionadas
com madeira, materiais recicláveis, palha, linhas e tecidos. Os artigos mais comuns são bordados, crochê, marcas, cestarias, cristais, quadros, bolsas e instrumentos musicais rústicos, como atabaque e berimbau.

A loja também oferece cachaça, mel, licores, pães e doces caseiros de 16 produtores da Agroindústria local. A Casa do Artesão tem parcerias com o Conselho Municipal de cultura (COMTUR), EMATER, SENAR, SEBRAE, SINDICATO RURAL e PREFEITURA.

Manhuaçu tem outros destaques na Agroindústria, como a Associação de Apicultores. A entidades reúne cerca de 90 produtores que cultivam mais de 2,5 mil colméias, produzindo anualmente 80 toneladas de mel. Na cidade também se encontra queijo e lingüiça feitos artesanalmente.

Numa loja do bairro Baixada (rua Salim Nassif, 444), são expostos os magníficos trabalhos da artesã Maria Emília Araújo Thebit. Sua especialidade é uma técnica alemã chamada Pintura Bower, que transforma em obra de arte qualquer objeto.

As minuciosas pinturas enfeitam latões, panelas, potes, bules, vasos, moringas, filtros, cabides, tampa de vaso, baús, malas, vassouras, regadores e muito mais. A loja também oferece miniaturas (guarda-roupa, banheiros, consultórios, etc), caixas (de remédios, bijuterias, aviamentos, etc), móveis em pátina e outros.

A PRESERVAÇÃO HISTÓRICA
Manhuaçu tem na Casa um endereço especial.

Quem pretende saber um pouco mais sobre a História e as características culturais da cidade de Manhuaçu não pode deixar de visitar a Casa de Cultura, localizada na Avenida Salim Nassif, nº 469, bairro Baixada.

A instituição foi fundada em 8 de novembro de 1981 e, em 1993, ganhou status de Fundação Manhuaçuasense de Cultura. Sua função é pesquisar, registrar e coordenar as manifestações culturais e promover a Arte e a Cultura através de concursos, exposições e outros eventos.

Hoje, a Casa de Cultura está instalada em um imóvel tombado pelo Patrimônio Histórico. O prédio foi construído para ser uma Agência do Banco Hipotecário e Agrícola do Estado ee Minas Gerais e residência do gerente.

Na casa, encontra-se um pequeno museu. A galeria de fotos expõe vários momentos e personalidades da História da Cidade. O acervo tem exemplares d"O Manhuaçu". fundado em 1890, e de outros jornais da região, objetos religiosos, instrumentos da escravidão, como os grilhões que prendiam pés e mãos dos cativos, a primeira pia batismal da Igreja Matriz de São Lourenço, quadros, instrumentos musicais (pianos, sanfonas) e eletroeletrônicos antigos.

O espaço ainda tem secretaria, biblioteca, arquivos com documentos do Judiciário local (datados a partir de 1800) e 8 mil fotos, além tem do busto do Coronel Serafim Tibúrcio da Costa, oficial da Guarda Municipal, agente do Executivo e presidente da Câmara que queria, no século XIX, proclamar a República do Manhuaçu.

O salão do banco é um auditório usado em shows, teatros e conferências. A Academia Manhuaçusense de Letras está sediada na Casa de Cultura.

IPIRANGA FUTEBOL CLUBE

Conquistas e alegrias. Assim tem sido a vida do Ipiranga Futebol Clube (IFC), time mais tradicional de Manhuaçu que este ano(2005) completou 20 anos de fundação. Nesta curta existência, o "Verdão" só fez honrar o nome da cidade nas competições que participou pelos quatro cantos do estado.

O desempenho do time profissional e das categorias de base fez surgir uma torcida apaixonada, que ultrapassa dezenas de milhares de membros. O "caldeirão" do Verdão é o Estádio Municipal JK (Juscelino Kubitischek), onde cabem até 8.000 torcedores. Nos dias de jogos do Ipiranga os torcedores superlotam as dependências do JK, fazendo uma incrível média de público de mais de 4.000 pessoas, compostas por torcedores de outros municípios e regiões.

Por representar tão bem a cidade, o clube tem o apoio da Prefeitura Municipal de Manhuaçu (PMM) e de várias empresas e instituições.

O Ipiranga tem também seu cunho voltado ao social, realizando amistosos e jogos beneficentes em toda região.

AS MATAS DO ESPESCHIT
Em Manhuaçu vale a pena conhecer um reduto da natureza.

No Km 47 da BR 262, a 12 km do centro sentido Realeza, a rodovia é margeada por duas das mais belas áreas naturais de Manhuaçu, o Sítio Graciema e o balneário Recanto no Paraíso, ambos de propriedade do engenheiro sanitarista Jorge Nogueira Espeschit.

Após aposentar-se seu Jorge resolveu dedicar o tempo livre para cuidar das reservas que estão em suas terras e estruturá-las para a visitação turística, trabalho que ainda não foi concluído.

Abaixo da rodovia, às margens do Rio Manhuaçu, foi construído o Recanto no Paraíso, um local muito agradável, com trailer de lanche, uma larga trilha muito florida e arborizada, e área esportiva com quadra de areia.

Na outra margem encontra-se um trecho bem fechado de Mata Atlântica. No meio, fica a Cachoeira Chata, na verdade uma grande corredeira situada em um trecho bem raso do rio, daí o nome. As águas tranqüilas e a pequena profundidade (30, 40 centímetros) tornam o lugar muito seguro para a diversão das crianças.

No Sítio Graciema, há 35 hectares de Mata Atlântica primária, secundária e mista, uma reserva florestal não oficializada que guarda várias nascentes, córregos e trilhas. O local é freqüentemente visitado por estrangeiros que estudam o bioma da Mata do Sossego.

Ambientalista, Senhor Jorge procurou criar as estradas e trilhas aproveitando o traçado natural do terreno, sem alterar a natureza ou derrubar uma árvore sequer. As vias somam dezenas de quilômetros e podem ser percorridas de carro, a cavalo ou a pé.

As florestas abrigam árvores típicas do ecossistema atlântico como os ipês, jacarandás, canelas, jequitibas e o palmito açaí. O flamboyant e o palmito australiano foram introduzidos.

A fauna apresenta macaco barbado, araras, micos, sauás, jacu, tucanos, jaguatirica e sagüis (dacara brana e sagüi estrela), maritacas. O proprietário gosta de provar que a natureza só precisa de uma chance.

"Há algum tempo, foi trazido para cá um casal de sagüis da cara branca (Pasquinel e Quica). Num habitar, adequado, os micos se multiplicaram rapidamente e hoje (2005) há mais de 20 exemplares", conta o aposentado, que se diverte ao dar frutas para os micos ou alimentar os bagres africanos, tilápias e pacus do poço.

Matéria extraída da revista Guia Estrada de 2005
Reportagem realizada por José Carlos Carvalho
Secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

LUISBURGO


Paraíso Rural e Ecológico.
Recortado por montanhas e fazendas de café, o município dispõe de roteiros que reúnem áreas ecológicas e cachoeiras.

Belezas naturais e cultura rural são características comuns aos municípios que se situam nas imediações da Serra do Caparaó. Luizburgo é uma destas cidades com fortíssima referência no Agro e Ecoturísmo.

Nas estradas de acesso ao município, o visitante comprova esta vocação. O que se vê é uma grande sucessão de propriedades rurais repletas de cafezais e casas coloniais. As montanhas e matas circundam o trajeto, formando uma paisagem rústica e bucólica.

Luisburgo tem 145 km² e mais de 6000 habitantes. Seu relevo é montanhoso, com variações entre 500 e 1.810 m no seu ponto mais alto, o Pico da Pedra Dourada. A economia da cidade se baseia na pecuária e produção cafeeira, com impressionantes 16 milhões de pés de café.

A mesma natureza que gerou férteis, criou todas as belezas da Reserva Natural existente em torno da Pedra Dourada, principal área de preservação de Mata Atlântica do município.

Suas florestas são habitat de raridades da Fauna (paca, cutias, tapeti, jaguatiricas, macaco-prego e barbado) e Flora (canelas, figueiras, folha-de-serra,ingá-ferro,folha-de-bolo, cedro, taquara e siritinga). A reserva e o maior atrativo turístico da cidade e ainda tem várias quedas d'água, como a Cachoeira da Pedra Dourada.

Outras opções de roteiros ecológicos são as cachoeiras dos córregos dos Barroso e dos Otti e as três montanhas que resguardam a sede. Embora se localizem em propriedades particulares, todas atrações tem acesso permitido.

Como Chegar:
- O município tem acesso por Manhuaçú, cidade onde passam as BRs 262, 116 e MG 111, e por Manhumirim. Luisburgo está a 300 km de Belo Horizonte.

AVENTURAS NAS CACHOEIRAS

Para quem quer pura diversão, vale a pena conhecer também as cachoeiras das localidades do Córrego dos Barroso e Córrego dos Otti. Aqueles que preferem desafiar os limites podem se deliciar fazendo trekking nas montanhas que resguardam a sede de Luisburgo.

A cidade é cercada por belos e grandes maciços que estão em áreas particulares. As três maiores ficam nas propriedades de Zé Knupp, Zé Thabeth e Nagibe Viana. Nesta última há um cruzeiro, muito freqüentado em outubro, quando acontecem missas e outras celebrações da religião Católica.

CALENDÁRIO FESTIVO

É mais intenso no meio do ano, quando acontecem as tradicionais Festas Juninas. As quadrilhas são apresentadas pelas escolas e comunidades. Neste período, comemora-se o dia de São Luís Gonzaga (21 de junho), padroeiro da cidade. Em setembro tem o desfile cívico-escolar da Independência do Brasil (07 de setembro) e, no final do mês, a Festa do Produtor Rural (ou Festa da Amizade), com muitos shows e barracas de comidas típicas. Em 21 de dezembro a cidade comemora a emancipação política.

NATUREZA PARADISÍACA
A natureza respira aliviada na principal reserva ecológica local.

A reserva Natural da Pedra Dourada é a principal área de preservação do município de Luisburgo. O local é ideal para quem gosta de observar a natureza, caminhar pelas trilhas estreitas da floresta ou se aventurar nas cachoeiras e montanhas.

Por reunir tantas maravilhas, o conjunto é a maior atração turística da cidade. A Pedra Dourada também é tida como um santuário das espécies atlânticas, um verdadeiro patrimônio que é preservado e amplamente divulgado pela comunidade.

A região recebeu este nome porque, ao amanhecer, a luz do sol atinge o alto de uma montanha de 1.810 metros de altitude e provoca um reflexo dourado que contrasta com a penumbra do vale. O espetáculo da alvorada é inesquecível.

Próximo ao topo do pico, fica a nascente de um dos principais afluentes do rio Manhuaçu, o córrego da Pedra Dourada, que tem 15 km de extensão. Em seu leito encontram-se várias quedas, como a Cachoeira da Pedra Dourada. O atrativo tem mais de 30 metro de corredeiras com uma queda de uns 20 m. Abaixo, há um poço natural.

As matas da reserva apresentam formação florestal bem desenvolvida, com árvores de mais de 15 m. Entre as plantas encontram-se principalmente folha-de-serra, ingá-ferro, folha-de-bolo e siritinga, mas também há jequitibás, jacarandá, orquídeas e bromélias, entre outras.

Entre a vegetação vivem pacas, cutias, tapeti, quatis, iraras, jaguatiricas, tatus e primatas raros, como o macaco-prego e o macaco barbado, também chamado de bugio, guariba ou gritador.

A área da Pedra Dourada, que faz fronteira natural entre Luisburgo e os municípios de Divino, Caparaó e Alto Jequitibá, pertence a Nagibe Viana Klein, que faz questão de preservar o santuário ecológico.

Como Chegar à Reserva Ecológica:
Sair de Luisburgo sentido Manhuaçu/Manhumirim e entrar à direita 1 km depois. A reserva fica a menos de 15 km da sede.

200 ANOS DE HISTÓRIA.
Com apenas uma década de emancipação Luisburgo tem história.
O vale onde surgiu o município de Luisburgo começou a ser colonizado ainda na primeira década do século XIX. Até então, os habitantes nativos eram índios Tupi, chamados de Puri pelos pioneiros.

Os desbravadores da região foram bandeirantes vindos do litoral do Espírito Santo e imigrantes provenientes do Rio de Janeiro. Os primeiros procuravam ouro e a poaia, uma planta medicinal da Mata Atlântica. Os europeus, acostumados ao frio, estavam em busca de um clima mais ameno.

Domingo Fernandes Lana foi o responsável pela abertura das primeiras estradas para o vale. Com o acesso várias famílias suíças (Hott, Baltazar,Cosendey, Giviziez, etcv) se estabeleceram ao redor das belas montanhas e começaram a cultivar as terras.

Desde sua gênese, Luisburgo teve a Agricultura como principal atividade econômica. A situação melhorou em 1849, com a chegada da cultura do café, maior fonte de renda hoje. As primeiras plantações surgiram às margens do ribeirão São Luís.

Entre 1860 e 1874, a cidade receba novos grupos de colonos. Eram suíços, alemães, portugueses, italianos, turcos e libaneses, também procedentes do Espírito Santo e da região fluminense de Nova Friburgo.

A propriedade que deu origem ao distrito de São Luis do Manhuaçu pertencia a José Petronilho de Inácio Souza e sua esposa, Anna Rita de São Miguel, que em 25 de janeiro de 1892 doam um terreno de 4 alqueires e 22 litros para São Francisco das Chagas, santo de devoção do casal.

Este patrimônio registrado em nome da Igreja Católica foi a pedra fundamental do atual núcleo urbano de Luisburgo. Nas imediações do terreno surgiram as primeiras habitações e prédios comerciais. A atividade mercantil era comandado principalmente por turcos e libaneses.

O café e o comércio trouxeram riqueza e crescimento. A localidade passa a precisar de mais serviços, como de cartório, aberto em 1890. Juvenil de Abreu, um escrivão do tabelionato, foi o responsável pela mudança de nome do distrito. Ele não era devoto de santos e sugeriu que a localidade se chamasse Luisburgo.

Em 1950, tem início o movimento pela emancipação, encabeçado por José Thabeth Knupp e José Thebit. A luta pela autonomia político-administrativa continua nas décadas seguintes, até que é aprovada a lei de emancipação, em 21 de dezembro de 1995.

PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO
Casarios dão um tom histórico às ruas de Luisburgo.
Luisburgo não possui Patrimônio Histórico oficializado, mas guarda um grande número de imóveis antigos com grande beleza arquitetônica. A maioria sofreu alterações, mas ainda têm o charme e o romantismo do século passado.

Grande parte das residências da sede são casas baixar com telhados de quatro águas. Também há alguns sobrados. Próximo à Prefeitura Municipal, encontram-se quatro construções típicas. A Igreja mais antiga é a Matriz de São Luiz Gonsaga.

No interior, há dezenas de propriedades rurais com características coloniais, destacando-se a Fazenda de Elza Estanislau, na localidade de Gameleira.

NOME ALTERADO

A vila de São Luiz do Manhuaçu foi assim denominada porque ali prevalecia a devoção por São Luiz Gonzaga, considerado pela Igreja Católica o padroeiro da Juventude. Coincidentemente, a região foi colonizada por uma maioria de jovens suíços.

Acontece que em 189 é aberto o primeiro cartório da localidade e ali viera trabalhar um escrivão descendente de suíços chamado Juvenil de Abreu, que não era devoto de santos. Conta-se que naquela época, os funcionários do tabelionato tinham muito poder e Juvenil pretendia mudar o nome da localidade.

Para homenagear as origens européias da cidade, ele associou o nome do santo ao termo burgo (palavra que significa pequeno vilarejo), criando o nome Luisburgo.

APRECIANDO A PAISAGEM



Luisburgo tem acesso por Manhuaçu e Manhumirim. As próprias estradas que ligam os municípios constituem belo roteiros do Agro e Ecoturismo. Na paisagem se sucedem montanhas, matas, rio, cachoeiras, cafezais e muitas casas coloniais.

Vale a pena cruzar as serras na estrada de chão que dá em Manhumirim. Em dias de tempo aberto, vislumbra-se toda a cordilheira do Caparaó após ultrapassar o ponto mais alto da estrada. O acesso fica a 8 km do Centro, segunda entrada à direita.

Matéria extraída da revista Guia Estrada de 2005
Reportagem realizada por José Carlos Carvalho
Secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais

Caparaó

Meu objetivo com este blog é divulgar pequenas cidades do Leste Mineiro pouco divulgadas na internet, Caparaó ou Caparaó Novo é uma das cidades que quando vamos pesquisar encontramos pouca informação. Pretendo devagarinho ir postando aqui algumas informações.

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